Historial

A Associação Musical e Cultural Xarabanda teve como ponto de partida um grupo fundado em 1981, com o nome de “Algozes“.

Desde o início, os seus grandes objectivos foram dar a conhecer a tradição musical da Madeira, através da recolha, arranjo e apresentação de um reportório exclusivamente baseado naquela.

Um dos projectos mais relevantes no âmbito da valorização da música da nossa tradição foi aquele realizado em colaboração com o Gabinete de Apoio à Expressão Musical e Dramática, no ano lectivo de 1987-1988 que levou o grupo a efectuar uma série de actuações para alunos das escolas primárias de toda a Região.

Em 1989, com a gravação do primeiro disco, “Tocares e cantares tradicionais”, sentiu-se a necessidade de transformar o grupo informal numa entidade que pudesse dedicar-se a um projecto mais abrangente na área da cultura tradicional da Região. Assim nasceu a Associação Xarabanda.

De acordo com a lógica do projeto, aos poucos foi-se alargando o campo de actuação da Associação, com a colaboração de elementos ligados a outros aspectos da realidade tradicional. Para além de prosseguir com o trabalho de recolha, foram sendo concretizadas novas ideias. Em Maio de 1992, iniciou-se a publicação de uma revista sobre cultura tradicional madeirense, com o título “Xarabanda – Revista“, inicialmente com periodicidade semestral e tendo já saído, até à data, 18 números.

Prosseguindo a política de ir abordando temas diferentes e usando novos meios para a sua divulgação, no ano seguinte fez-se a edição de uma primeira colecção de postais sobre “Barcos de pesca da Madeira“.

No ano lectivo de 1993-94, conseguiu-se o apoio da Secretaria Regional de Educação que disponibilizou, num projeto de colaboração que durou quatro anos lectivos, um docente (Antropólogo de formação) que trabalhou a tempo inteiro na Associação

Em 1994, organizou-se a primeira edição de “Ao encontro da música popular“. Constou de colóquios e acções em escolas da Região, com a participação do músico José Lúcio Ribeiro de Almeida, assim como um espectáculo conjunto com o Xarabanda. Foi este também o ano de lançamento do segundo disco do grupo, “Longe da vista me vai…” Até ao ano de 1997, tiveram lugar quatro edições desta iniciativa destinada a trazer à Região algum dos mais relevantes intérpretes da música da tradição.

Em 1995, foi lançada nova colecção de postais, sobre “Instrumentos musicais populares madeirenses“, da autoria de um dos seus associados, Rui Camacho.

A partir de 1995, o Xarabanda tem contado com a colaboração, também por destacamento em alguns períodos, de outro professor, Aquilino Domingues. Ao longo deste período, dedicou-se à transcrição musical das recolhas existentes no Arquivo da Associação (num primeiro período) e de registos fonográficos da tradição regional (posteriormente). As primeiras destinam-se a uma edição, que está a ser ultimada.

Durante o ano lectivo 1998/99, desenvolveu-se uma acção de sensibilização nas escolas do 1º e 2º Ciclos da Região, com o apoio da Secretaria Regional da Educação, denominada “A Música Popular e Nova Escola“, coordenada pelo Professor Vítor Sardinha. Teve como objetivo dar a conhecer aos mais novos da Comunidade Escolar a riqueza da nossa tradição musical.

No ano de 2000, foi dada à estampa uma nova edição em livro da responsabilidade da área editorial do Xarabanda – “Rostos e Traços das Bandas Filarmónicas Madeirenses”. O trabalho de investigação foi conduzido por Vítor Sardinha e a ilustração desta obra é da responsabilidade de Rui Camacho.

Em Agosto de 2002, por Resolução do Conselho de Governo Regional da Madeira Nº 967, a Associação Musical e Cultural Xarabanda foi declarada Instituição de Utilidade Pública, pelo mérito reconhecido a nível Regional, Nacional e Internacional.

Em 2004, iniciou um “Projecto de Turismo Cultural” com uma agência de viagens, recebendo grupos de turistas onde lhes é divulgado o trabalho da Associação Xarabanda, assim como, os géneros musicais e os instrumentos da Madeira.

Aos poucos o âmbito de actuação desta Associação foi-se alargando. Ao longo do tempo tem-se vindo a construir uma biblioteca, fonoteca e arquivo fotográfico com o objetivo de permitir aos seus associados e a todos os interessados pelas realidades do nosso património etnomusicológico, o mais fácil acesso à informação sobre qualquer aspecto da cultura tradicional. Tem sido constante o apoio a estudantes e professores dos diversos graus de ensino, com um particular destaque para a crescente procura por parte de estudantes e docentes universitários.

Estivemos também ligada a um projeto de recolhas etnomusicológicas, em conjunto com o Instituto de Etnomusicologia da Universidade Nova de Lisboa, tendo como objetivo documentar a diversidade de Práticas Musicais, na Madeira e Porto Santo. O trabalho de campo foi concluído, estando a Associação a aguardar a edição da obra, de responsabilidade do INET, desde os anos noventa do século passado.

Ao longo destes 30 anos, tem-se levado o trabalho de recolha e divulgação às gentes desta terra, realizando concertos por toda a Região Autónoma da Madeira, assim como fora desta, nomeadamente, Açores, Portugal Continental (Coimbra, Estoril, Lisboa, Loures, Bragança, Castelo Branco, Algarve e Porto), Bélgica, Venezuela, África do Sul, França.

Nesta associação, desenvolvem-se vários projetos, tais como:

  • Grupo Musical Xarabanda;
  • Orquestra de Ponteado da Madeira;
  • Revista Xarabanda;
  • Turismo Cultural;
  • Cantigas ao Menino Jesus;
  • Centro de Investigação e Documentação;
  • Escola de Cordofones Tradicionais Madeirenses (Braguinha, Rajão e Viola de Arame);
  • Edições relacionadas com o património.

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